Israel alerta para ataques mais letais a sinagogas antes do aniversário da Noite dos Cristais

O Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel alertou em 5 de novembro para o aumento do perigo físico contra sinagogas e fiéis no exterior, antes do 88º aniversário da Noite dos Cristais.
O alerta se concentra na gravidade dos ataques e na vulnerabilidade das pessoas que se reúnem para rezar. O Jerusalem Post informou que a nova avaliação ministerial destaca incêndios criminosos, armas de fogo e outras agressões físicas, mesmo onde diminuíram as ameaças falsas e o assédio a distância.
Menos ocorrências podem esconder um perigo maior
Os números americanos mostram o problema com clareza. A Liga Antidifamação registrou 6.274 incidentes antissemitas em 2025, uma queda de 33% em relação a 2024. Mas as agressões com armas letais aumentaram de 23 para 32. A auditoria anual foi publicada em 6 de maio de 2026.
As agressões físicas, no conjunto, passaram de 196 para 203, vitimando pelo menos 300 pessoas. Apesar da queda geral, o total anual de incidentes continuou sendo o terceiro mais alto desde o início do monitoramento da organização, em 1979.
Esses números cobrem diferentes formas de dano. Assédio e vandalismo representam uma grande parcela do total, enquanto as agressões reúnem menos casos, mas com consequências imediatas para a segurança física. Por isso, números gerais menores podem coexistir com mais violência.
A mesma auditoria americana contabilizou 4.003 incidentes de assédio e 2.068 de vandalismo, mostrando o peso dessas categorias no total de ocorrências.
O caminho para a oração também está exposto
No Reino Unido, o Community Security Trust registrou um recorde anual de 227 incidentes envolvendo sinagogas ou pessoas a caminho das orações ou voltando delas em 2025. O detalhamento identifica 177 casos relacionados a prédios, fiéis ou funcionários no local, além de 50 durante os deslocamentos.
A entidade registrou 3.700 incidentes antissemitas no ano, alta de 4% sobre 2024. Os dados mostram por que proteger a vida religiosa judaica vai além da entrada de um prédio: os fiéis podem se tornar alvos antes de chegar ou depois de sair.
Essa exposição mais ampla também é relevante para os ataques contra instituições da comunidade judaica. O alerta ministerial descreve uma ameaça à capacidade cotidiana de se reunir e praticar a vida judaica com segurança.
Autoridades são chamadas a reforçar a proteção
O diretor-geral do ministério, Avi Cohen-Skali, pediu que governos e órgãos de segurança melhorem a proteção, evitem ataques e levem os responsáveis à Justiça, segundo o Jerusalem Post.
O jornal informou que o ministério também apontou suspeitas de participação de redes terroristas e Estados, incluindo o Irã, por meio de criminosos locais usados em ataques. Essa é uma avaliação atribuída ao ministério sobre um padrão em análise, dentro da preocupação com as ameaças iranianas no exterior.
O ministério afirmou que continuará identificando ameaças, emitindo alertas e encaminhando informações às autoridades competentes. O apelo foi dirigido aos governos responsáveis por proteger as comunidades judaicas em seus próprios países.
O aniversário por trás do alerta
A Noite dos Cristais ocorreu em 9 e 10 de novembro de 1938. Dirigentes nazistas organizaram violência contra judeus na Alemanha e nos territórios anexados, atingindo sinagogas, negócios, casas e pessoas. O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos descreve os ataques como terror patrocinado pelo Estado.
O museu registra a destruição de mais de 1.400 sinagogas e a prisão de cerca de 26 mil homens judeus em campos de concentração. O aniversário recorda tanto a devastação das instituições comunitárias quanto as pessoas cujas vidas foram atacadas junto com elas.



