Comissão Eleitoral ordena que o Judaísmo Unido da Torá pare de informar contagens de eleitores das seções

O presidente da Comissão Eleitoral Central, juiz Noam Sohlberg, emitiu no dia da eleição uma ordem temporária que proíbe o Judaísmo Unido da Torá e seus representantes nas seções eleitorais de repassar ao partido as contagens de eleitores.
A ordem, emitida na terça-feira, 27 de outubro, abrange tanto atualizações em tempo real quanto relatórios periódicos, segundo relatos publicados pela i24NEWS e pelo Makor Rishon. Ela foi uma resposta a uma petição do Movimento pela Qualidade do Governo, e Sohlberg deu ao partido prazo até as 14h15 para se manifestar.
O que a petição alegava
Segundo os autores da petição, documentos entregues aos representantes do Judaísmo Unido da Torá os orientavam a registrar quem comparecia às suas seções eleitorais e a enviar os totais a um sistema operado pelo Degel HaTorá, uma das duas facções que formam o Judaísmo Unido da Torá, a aliança dos partidos ultraortodoxos asquenazes.
A petição também afirmava que os representantes receberam instruções para sair da sala de votação e informar os números por telefone. Em outras palavras, a queixa tratava do fluxo de informações para fora da seção eleitoral, e não apenas de um aplicativo usado dentro dela.
Por que as contagens de eleitores importam para os partidos
Dados de comparecimento em tempo real são valiosos no dia da eleição. Um partido que sabe quais de seus apoiadores ainda não votaram pode enviar militantes, equipes de telefonemas e vans para levar essas pessoas às urnas antes que as seções fechem, às 22h. Os partidos ultraortodoxos são conhecidos por operações muito organizadas de mobilização de eleitores, e o Judaísmo Unido da Torá depende há muito tempo do comparecimento em suas comunidades.
As regras sobre o que os representantes partidários podem fazer dentro das seções eleitorais são rígidas. O Makor Rishon informou que um esclarecimento da comissão de 25 de outubro estabeleceu que a proibição abrange qualquer meio de repasse das informações, e não apenas os relatórios digitais.
O que a ordem não faz
A ordem não impede ninguém de votar e não tem nenhuma relação com a divulgação dos resultados após a apuração. Ela apenas restringe os representantes partidários de transmitir o número de eleitores enquanto a votação está em andamento.
Uma medida temporária
A ordem é provisória. Ela permanece em vigor enquanto a comissão analisa a petição e a resposta do partido, e não decide se as alegações são verdadeiras. O prazo das 14h15 era para a resposta do Judaísmo Unido da Torá, e não para uma decisão final. O Israel News Pulse não conseguiu encontrar de forma independente informações sobre uma decisão posterior até a tarde de terça-feira.



