Forças de Defesa de Israel homenageiam 227 mortos do Corpo de Defesa de Fronteiras

As Forças de Defesa de Israel homenagearam no Monte Herzl 227 integrantes mortos do Corpo de Inteligência de Combate e Defesa de Fronteiras, incluindo 95 que morreram na guerra atual. Os detalhes da cerimônia foram publicados em 5 de novembro.
A cerimônia ocorreu na terça-feira, 3 de novembro, no Salão Nacional da Memória, em Jerusalém. Foi presidida pelo comandante das Forças Terrestres, major-general Nadav Lotan, com a presença do comandante do corpo, general de brigada Dvir Edri, de famílias enlutadas e de militares da ativa e veteranos, informou o Exército em anúncio compartilhado no seu canal oficial do Telegram.
Os nomes que formam a história do corpo
Lotan relacionou a memória dos mortos à preparação militar, afirmando que suas vidas e seu serviço devem orientar o treinamento e o trabalho operacional.
Edri descreveu uma tradição de lembrança que abrange mortes em guerras, treinamentos e atividades de rotina. Sua fala aproximou perdas antigas e recentes, com o compromisso de transmitir as histórias dos soldados para além da cerimônia.
Quem protege e observa as fronteiras
O corpo reúne funções militares diferentes. A descrição oficial inclui soldados de inteligência de combate que coletam informações sobre atividades inimigas com tecnologia e técnicas de campo, unidades de infantaria de fronteira, pessoal de observação, operadores de salas de operações e rastreadores.
As equipes de observação acompanham atividades, enquanto os grupos de inteligência recolhem informações no terreno. A infantaria executa missões de segurança e se prepara para combater em emergências. Os rastreadores identificam sinais de deslocamento, inspecionam rotas e ajudam a detectar infiltrações.
A descrição militar informa que homens e mulheres atuam na inteligência de combate e na infantaria de fronteira. Também identifica o pessoal de observação e das salas de operações como essencial à proteção das fronteiras e de quem vive no país.
As famílias no centro da memória
Dafna Mizrahi falou em nome das famílias enlutadas. Ela descreveu a desorientação provocada pela perda e o processo de reaprender a viver, destacando as personalidades, os sonhos e as lembranças individuais de quem morreu.
Essa dimensão pessoal atravessa a memória militar e o espaço dedicado às vozes das famílias enlutadas. No Monte Herzl, o sistema de homenagem do Ministério da Defesa destina a cada pessoa uma peça memorial individual com seu nome.
O ministério afirma que o salão segue o princípio da igualdade na lembrança, independentemente de patente, função ou origem. Os nomes são acrescentados em até 30 dias após a morte, com autorização da família.
Um memorial ativo todos os dias
O Ministério da Defesa inaugurou o Salão Nacional da Memória em 2017. Ele homenageia integrantes mortos dos serviços de defesa e segurança de Israel, incluindo Forças Armadas, polícia, Mossad, Shin Bet e serviço penitenciário.
Uma cerimônia diária homenageia as pessoas cuja data de memória corresponde àquele dia. As peças individuais são iluminadas, e o programa inclui orações de lembrança e o hino nacional. A cerimônia é gravada e enviada às famílias das pessoas homenageadas.
O salão oferece visitas guiadas gratuitas, mediante agendamento, para grupos de pelo menos dez pessoas. Os visitantes podem percorrer a parede dos nomes e conhecer o trabalho de memória realizado durante o ano. O ministério pede que o horário da cerimônia diária seja confirmado antes da visita, pois eventos maiores podem alterar a programação. O telefone para agendar visitas é 02-5646207.



