Famílias de vítimas americanas de 7 de outubro cobram justiça em homenagem em Washington

Familiares de americanos mortos no ataque do Hamas de 7 de outubro pediram uma investigação do Congresso e processos criminais nos Estados Unidos durante uma homenagem no Departamento de Estado, em Washington, em 14 de outubro.
O secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o comandante do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, estiveram com os familiares na cerimônia fechada à imprensa, informou o Jewish Insider. O encontro ocorreu uma semana depois do terceiro aniversário do ataque de 7 de outubro de 2023.
As pessoas por trás dos nomes
Ruby e Hagit Chen compareceram em memória do filho Itay, soldado das Forças de Defesa de Israel e cidadão americano morto em 7 de outubro, cujo corpo foi levado para Gaza. Em seu discurso, Ruby Chen recordou a escolha do filho de se alistar em vez de seguir diretamente para a universidade, publicou o The Times of Israel ao reproduzir falas da cerimônia.
Cooper contou que carrega uma réplica das placas de identificação militar de Itay, presente do pai do soldado, informou o Jewish Insider. O detalhe ligava a presença do comandante militar à perda de uma família.
Abbey Onn, prima da vítima Carmela Dan, afirmou em comunicado dos familiares que a vida dos americanos assassinados precisa ser lembrada e que os responsáveis devem ser levados à Justiça. O The Times of Israel publicou seu apelo.
O que as famílias pedem
“É hora de o Congresso dos Estados Unidos criar sua própria comissão de investigação”, disse Chen, em declaração publicada pelo The Times of Israel.
Ele também pediu julgamentos nos Estados Unidos para quem financiou o ataque e a continuidade do apoio governamental às famílias enlutadas. As demandas cobram novas medidas para alcançar tanto os terroristas que cometeram os assassinatos quanto aqueles que viabilizaram a matança.
O Jewish Insider relatou outro pedido de Chen: realizar a cerimônia todos os anos e criar um memorial permanente em Washington com os nomes das vítimas americanas. A pauta das famílias reúne, assim, investigação, responsabilização criminal e preservação duradoura da memória no espaço público.
A queixa criminal federal é de 2024
O Departamento de Justiça anunciou em 3 de setembro de 2024 a retirada do sigilo de uma queixa criminal contra seis altos dirigentes do Hamas.
O documento nomeava Ismail Haniyeh, Yahya Sinwar, Mohammad al-Masri, também conhecido como Mohammed Deif, Marwan Issa, Khaled Meshaal e Ali Baraka. O departamento descreveu seus supostos papéis no planejamento, apoio e execução do terrorismo do Hamas, incluindo o massacre de 7 de outubro.
As sete acusações de conspiração abrangem duas modalidades de apoio material ao terrorismo, assassinato de cidadãos americanos no exterior, atentado a bomba em local público, uso de armas de destruição em massa, financiamento do terrorismo e violações de sanções. As alegações de uma queixa precisam ser comprovadas no processo criminal; aquele anúncio histórico não descreve a situação atual do caso de cada acusado.
Uma cerimônia após o adiamento
A JNS informou em 29 de setembro que uma cerimônia prevista para 30 de setembro havia sido adiada, sem motivo esclarecido. Em 13 de outubro, o Jewish Insider publicou a nova data, 14 de outubro, e a participação do Comitê Judaico Americano na organização.
As coberturas posteriores do Jewish Insider e do The Times of Israel documentam a realização da cerimônia. O Israel News Pulse não conseguiu obter de forma independente a programação oficial completa nem uma transcrição integral do evento fechado à imprensa.
Reconhecimento também no Congresso
O Senado havia aprovado por unanimidade uma resolução de homenagem em 30 de setembro, anunciou o gabinete do senador Rick Scott em 1º de outubro. Scott e a senadora Jacky Rosen apresentaram a medida para honrar os americanos assassinados e feitos reféns pelo Hamas e apoiar suas famílias na busca de justiça.
Os comunicados dos senadores citaram pelo menos 46 americanos mortos e 12 feitos reféns. São números históricos usados na homenagem do Congresso, não uma contagem de pessoas atualmente em cativeiro. O compromisso expresso na resolução oferece às reivindicações da cerimônia um ponto de apoio já existente no Congresso.



