Novo fórum de IA de Israel começa com trabalho e renda na pauta

O presidente Isaac Herzog convocou em 3 de novembro a primeira sessão do fórum israelense Beyond Intelligence. A reunião abordou como a inteligência artificial pode transformar o emprego, a renda e a segurança econômica.
A iniciativa reúne a Presidência, a Diretoria Nacional de IA do gabinete do primeiro-ministro e o Instituto Mosaic de Política de IA. No primeiro encontro, o vínculo entre trabalho e renda familiar foi colocado ao lado da ambição israelense de liderar tecnologias avançadas.
Um fórum sobre meios de vida
A Presidência informou que a sessão examinou a resiliência econômica e social, o futuro do mercado de trabalho e as condições para garantir uma vida digna diante das mudanças no emprego. Participaram Erez Askal, chefe da Diretoria Nacional de IA, e Daniel Schreiber, presidente do Mosaic.
O fórum é dirigido por Adaya Leibovich Tobe, chefe de gabinete do presidente. Representantes do governo, das universidades, das empresas e da sociedade civil contribuirão para um debate permanente e para a elaboração de princípios orientadores.
Herzog defendeu que a liderança em IA integre a visão estratégica de Israel. Askal afirmou que os princípios serão publicados para receber comentários do público, permitindo contribuições de fora das instituições participantes.
O que os empregadores já haviam observado
Dados anteriores oferecem um ponto de partida concreto. Uma pesquisa publicada pela Autoridade de Inovação de Israel em janeiro de 2026 constatou que a IA estava mudando processos de trabalho, enquanto seu efeito direto sobre o emprego total ainda era limitado naquele momento.
Realizada pela Zviran em dezembro de 2025, a pesquisa incluiu 263 empregadores de 192 empresas de tecnologia. Cerca de 52% das companhias relataram integração significativa de IA em processos técnicos, e 43% usavam essas ferramentas em outras áreas, como marketing, vendas e operações.
O levantamento também mostrou que 42% tinham funcionários em funções específicas de IA, incluindo pesquisadores, engenheiros de IA generativa, especialistas em implementação e responsáveis por conformidade. Esse retrato anterior das empresas fornece uma base para o fórum acompanhar mudanças em competências e profissões.
Formação ao lado da capacidade computacional
Em julho, Askal apresentou partes do plano nacional de IA a uma subcomissão do Knesset. O relato parlamentar descreveu um programa de capacitação em desenvolvimento para aproximadamente quatro milhões de trabalhadores, além de planos de alfabetização em IA no oitavo ano escolar e novos cursos universitários.
As propostas colocam a preparação profissional ao lado da infraestrutura necessária para operar a tecnologia. Também se relacionam com a educação em IA e segurança cibernética: quais habilidades são necessárias antes de os sistemas se tornarem rotineiros em escolas e locais de trabalho.
A mesma apresentação estabeleceu a meta nacional de 100 mil processadores de IA a serem implantados pelo setor privado ao longo de vários anos, com o Estado como cliente. O número foi apresentado como objetivo, não como capacidade já instalada.
Segurança e o próximo orçamento
Askal apontou a segurança cibernética e a IA segura entre as áreas nas quais Israel pretende liderar. As questões de segurança da IA acompanham, portanto, o trabalho do fórum sobre efeitos econômicos e sociais.
Na audiência de julho, ele estimou que a implementação exigiria cerca de 5 bilhões de shekels por ano. Um plano plurianual detalhado, com metas mensuráveis, deveria ser concluído até o fim de 2026, em preparação para o orçamento estatal de 2027.



