Como funciona a eleição do Knesset: votação, cadeiras e formação do governo

Israel vota em listas partidárias em um único distrito nacional. Este guia explica o processo, da consulta ao local de votação às negociações após a distribuição das 120 cadeiras do Knesset.
A eleição do 26º Knesset está marcada para 27 de outubro de 2026. A Comissão Eleitoral Central administra a votação, publica instruções e supervisiona a transformação dos votos em cadeiras. A data está confirmada; a composição do governo será definida depois da votação e do procedimento constitucional seguinte. A explicação do sistema eleitoral publicada pelo Knesset detalha essas regras de votação e distribuição. A Lei Básica do Governo determina os prazos de formação.
Um voto para uma lista partidária
O eleitor escolhe uma lista partidária, não um representante individual de distrito ou um primeiro-ministro. O país inteiro forma um distrito eleitoral, e o Knesset tem 120 cadeiras. Os partidos apresentam listas ordenadas de candidatos antes da eleição.
Na cabine, o eleitor seleciona a cédula da lista escolhida e a coloca no envelope oficial, que depois é depositado na urna. A ordem dos candidatos determina quem entra no Parlamento quando a lista conquista cadeiras.
O voto contribui, portanto, para o total nacional do partido. Não nomeia diretamente um governo nem decide quem terá a primeira oportunidade de formá-lo. Essas decisões vêm após a publicação dos resultados e as consultas com o presidente.
Quem pode votar
Cidadãos israelenses com 18 anos completos no dia da eleição podem votar se constarem do cadastro eleitoral. A inclusão costuma ser automática, com base no registro populacional. Confira o local designado e os documentos de identificação aceitos antes de sair.
A maioria vota no local vinculado ao endereço registrado. Há regras especiais para grupos elegíveis, como soldados, pacientes hospitalizados, presos e pessoas que necessitam de instalações acessíveis. Cada modalidade tem requisitos próprios; não existe direito geral de votar em qualquer local.
Israel não oferece ao público voto postal comum nem pela internet. A votação no exterior é limitada a grupos definidos em lei, ligados ao serviço estatal e a outras missões autorizadas. Viajar ou morar fora não gera esse direito por si só. Esses grupos incluem o pessoal diplomático elegível.
Encontrar o local e conferir os horários
A ferramenta oficial de consulta indica onde cada eleitor está registrado. O cartão de aviso pode ajudar a localizar o ponto, mas devem ser seguidas as instruções sobre documentos aceitos, sem tratá-lo como substituto da identificação.
A maioria dos locais abre das 07:00 às 22:00. Alguns em pequenas localidades ou instituições têm horários reduzidos. Confira seu local específico, especialmente em modalidades especiais, e reserve tempo para o trajeto e eventuais filas.
As informações sobre votação acessível são publicadas separadamente. Quem usa um local diferente do habitual deve confirmar previamente a elegibilidade e o procedimento. Isso é especialmente útil em hospitais, onde as regras incluem exigências documentais.
Das urnas aos resultados verificados
Os votos comuns são contados após o encerramento, e os resultados passam pelo processo oficial de comunicação e conferência. As primeiras cifras são provisórias e podem mudar com novos votos e verificações.
Muitas modalidades especiais usam envelopes duplos. O externo permite conferir o direito ao voto e evitar duplicidade. Ele é separado do envelope interno antes da contagem, preservando o sigilo da escolha.
Essas verificações significam que os números da noite eleitoral não são o resultado final certificado. O calendário publicado prevê a divulgação oficial em 4 de novembro. Ao comparar números, confira se representam apuração parcial, resultado preliminar ou publicação definitiva.
A cláusula e as 120 cadeiras
Uma lista precisa receber pelo menos 3,25% dos votos válidos para disputar cadeiras. Cédulas em branco ou inválidas não contam como votos válidos nesse cálculo. Votos em listas abaixo da cláusula não geram cadeiras para elas.
As vagas são distribuídas proporcionalmente entre as listas habilitadas. Uma quota inicial é calculada com os votos somados dessas listas, e primeiro são atribuídas cadeiras inteiras. As restantes seguem o método Bader Ofer, baseado nas maiores médias.
Duas listas podem registrar um acordo de sobras de votos. Se ambas superarem a cláusula, serão tratadas em conjunto na etapa pertinente de distribuição de cadeiras adicionais. O acordo não funde as listas de candidatos nem permite a entrada de um partido abaixo do limite.
Como se forma o governo
Após consultar as bancadas, o presidente encarrega um membro do Knesset de formar o governo. O primeiro candidato recebe 28 dias, prorrogáveis por até 14. O maior partido não recebe automaticamente o cargo de primeiro-ministro.
Se a tentativa fracassar, a lei prevê outros caminhos, incluindo outro candidato e, posteriormente, um período de 21 dias em que 61 parlamentares podem pedir a nomeação de um membro que aceite a tarefa. Esse candidato tem 14 dias. O fracasso do processo pode levar a nova eleição.
Os partidos geralmente buscam uma coalizão de pelo menos 61 cadeiras para obter maioria de trabalho. O governo proposto precisa receber a confiança do Knesset antes de assumir. O resultado define a aritmética parlamentar; os acordos partidários determinam se uma coalizão pode ser formada.



