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Política

Governo de unidade pode levar Jabareen à liderança da oposição e às reuniões de segurança de Israel

Cadeira de couro vazia, pasta azul-marinho fechada e microfone sobre uma mesa com vista para o Knesset e uma bandeira israelense
Reuniões de segurança do líder oposicionista Aviso

Um amplo governo de unidade pode dar a Yousef Jabareen, presidente da Lista Conjunta que repetidamente se recusou a classificar o Hamas como organização terrorista, o direito de receber informações regulares de segurança do primeiro-ministro de Israel.

O Makor Rishon apontou essa possibilidade ao examinar uma eventual coalizão de unidade. Se um número suficiente de grandes partidos entrar no governo, a Lista Conjunta poderá se tornar a maior bancada a permanecer fora dele, colocando Jabareen em posição de liderar a oposição.

Quem ficar de fora pode decidir o cargo

A maior bancada da oposição normalmente indica o líder oposicionista. Mais da metade dos deputados da oposição pode escolher outro integrante de suas fileiras por meio de uma notificação por escrito ao presidente do Knesset. Sem esse acordo, o indicado da maior bancada assume o cargo.

A coalizão governista não pode simplesmente nomear o líder da oposição de sua preferência. Partidos árabes separados também não são automaticamente contabilizados como uma só bancada: Jabareen comanda a Lista Conjunta, enquanto Mansour Abbas lidera o Ra'am.

Depois da nomeação, o primeiro-ministro deve convidar o líder da oposição para receber informações sobre os assuntos de Estado sempre que necessário e, no mínimo, uma vez por mês. O ocupante do cargo também pode discursar no Knesset imediatamente após o primeiro-ministro e tem lugar reservado em cerimônias oficiais.

Essas reuniões podem tratar de informações sensíveis de inteligência. Após uma reunião com Yair Lapid em setembro, o gabinete de Netanyahu informou que foram apresentados alertas detalhados sobre possíveis ataques. Seu secretário militar e um oficial de inteligência participaram.

A lei não concede acesso irrestrito a todos os segredos de Israel. Mas a obrigação de prestar informações está vinculada ao cargo, independentemente de quem o ocupe.

A resposta de Jabareen sobre o Hamas

Em uma entrevista ao Canal 12 em 31 de outubro, Jabareen foi questionado repetidamente sobre se o Hamas era uma organização terrorista.

"Meu caro, não estou em uma sala de interrogatório", respondeu, segundo o relato do The Times of Israel.

Ele disse que seu partido havia condenado o massacre de 7 de outubro, mas continuou evitando a classificação solicitada para o Hamas.

A mesma questão havia surgido em uma conferência organizada em outubro pelo Ynet e pelo Yedioth Ahronoth. Jabareen rejeitou a exigência de usar termos que, segundo ele, eram impostos pela direita e pela imprensa. Na conferência, também afirmou: "Somos parte dos palestinos", ao mesmo tempo que defendeu um Estado palestino vivendo em paz ao lado de Israel.

A divergência já chegou às discussões sobre a coalizão. Bakr Awawdeh, futuro deputado da Lista Conjunta, disse à televisão jordaniana Al-Mamlaka que a aliança rejeitava as quatro condições de Gadi Eisenkot para a cooperação e exigia sua retirada.

As condições incluem reconhecer Israel como um Estado judeu e democrático, assumir compromisso com a Declaração de Independência, adotar o serviço militar ou civil obrigatório e reconhecer o Hamas como uma organização terrorista cujas capacidades militares e poder de governo em Gaza devem ser destruídos. Awawdeh rejeitou o conjunto sem responder separadamente a cada condição.

Os anos de Tibi com Arafat e suas palavras sobre o Hezbollah

Ahmad Tibi, segundo nome da Lista Conjunta, passou anos trabalhando diretamente para a liderança palestina.

A Fundação Yasser Arafat o identifica como assessor especial de Arafat de 1993 a 1999. Em 1998, foi porta-voz da delegação palestina nas negociações de Wye River. Ele se descreveu como palestino em sua identidade nacional e israelense em sua cidadania.

Sua admiração por Arafat continuou depois de entrar no Knesset.

"Eu o admirava como símbolo", disse Tibi em uma entrevista de 2020 ao Canal do Knesset, noticiada pelo Israel National News. Ele descreveu a relação próxima de trabalho entre os dois e seu papel na organização de contatos entre Arafat e israelenses.

Uma declaração anterior tratou diretamente da resistência contra Israel. Em uma entrevista de 2 de março de 2008 à televisão da Autoridade Palestina, arquivada e traduzida pela Palestinian Media Watch, Tibi descreveu a resistência à ocupação como um direito e citou favoravelmente o Hezbollah: "como o Hezbollah fez e saiu vitorioso em sua resistência".

Lieberman aponta a Autoridade Palestina

A influência política palestina também está no centro de uma acusação feita durante a investigação eleitoral em curso.

Em 2 de novembro, Avigdor Lieberman acusou a Autoridade Palestina de interferência envolvendo tanto o Ra'am quanto a Lista Conjunta. O Israel Hayom informou que investigadores examinavam suspeitas de transferências da Autoridade Palestina destinadas a incentivar o voto em comunidades árabes.

Lieberman rejeitou expressamente as afirmações de que a eleição havia sido roubada ou de que existiam provas de fraude eleitoral. Sua acusação dizia respeito à participação e à influência da Autoridade Palestina, não a uma constatação de que cédulas ou resultados haviam sido falsificados.

O N12 informou depois que o Shin Bet examinava informações sobre um possível financiamento da Autoridade Palestina. A apuração continuava preliminar: não havia sido estabelecido se algum dinheiro fora transferido, qual o valor ou com que finalidade. Tibi negou que a Lista Conjunta tivesse recebido financiamento eleitoral ilícito do Catar ou de outro país estrangeiro.

O presidente do Comitê Eleitoral Central, Noam Sohlberg, afirmou que as graves suspeitas de financiamento devem ser investigadas, mas ressaltou que as provas em poder das autoridades não comprometem os resultados eleitorais como um todo.

Para os negociadores da coalizão, quaisquer conclusões comprovadas precisam ser consideradas junto com a responsabilidade de proteger informações sensíveis. O alcance das reuniões informativas e as salvaguardas que as cercam devem ser definidos antes de o novo líder da oposição assumir o cargo.

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