Estudante é acusada após ativista judia ser derrubada na Universidade de Michigan

A Promotoria do Condado de Washtenaw autorizou três acusações contra uma estudante da Universidade de Michigan após o ataque à ativista conservadora judia Liz Benichou. A decisão foi noticiada em 3 de novembro.
As acusações autorizadas contra Temulun Togochog incluem uma por agredir, resistir ou obstruir a atuação de um policial e duas por agressão ou agressão física. O The College Fix informou a decisão a partir de um e-mail de Alyssa Fountain, do gabinete do promotor do condado.
O próximo passo da promotoria
Fountain afirmou que o órgão examinou as provas recebidas e a legislação aplicável antes de autorizar as acusações. Ela disse que seria emitido um mandado judicial por crime classificado como felony e que uma audiência seria marcada após a apresentação inicial para ciência das acusações.
As acusações serão examinadas no processo criminal, e Togochog é presumida inocente até que sua culpa seja comprovada.
Policiais viram o empurrão
A Divisão de Segurança Pública da universidade publicou sua versão em 2 de novembro. Os policiais haviam atendido a uma reclamação de barulho no Diag, área central de convivência do campus, por volta de 00:00 de 2 de novembro, no horário de Israel, equivalente a 17:00 de 1º de novembro em Michigan.
Eles encontraram um evento da Liberty Under Fire USA sem autorização. Enquanto o grupo recolhia o material para sair, os policiais viram uma estudante empurrar uma mulher ao chão, segundo o comunicado.
A estudante foi detida, passou pelos procedimentos policiais e foi liberada. A polícia encaminhou o caso à promotoria. A vítima, sem vínculo com a universidade, recebeu atendimento médico e teve alta.
O relato da ativista
Benichou, também chamada Lizzy e conhecida nas redes como Based in Malibu, participava da discussão do grupo. O Ynet informou que ela contou o ocorrido em entrevista ao Fox & Friends e afirmou ter recebido uma ameaça de morte durante o confronto.
A cobertura em vídeo analisada pelo The College Fix descreveu uma discussão anterior com outro participante, Joe Redden, seguida pelo empurrão e pela resistência à prisão. A publicação relatou que a estudante gritou que deveria ter matado a ativista quando teve a oportunidade.
Benichou disse que continuará participando de eventos em campus. Seu representante descreveu uma lesão na região lombar. Já a polícia universitária confirmou o atendimento médico sem detalhar a lesão.
Outros processos com alvos judeus
Michigan também é cenário de um processo federal separado por ameaças envolvendo a comunidade judaica. Em junho, o Departamento de Justiça anunciou acusações contra oito pessoas por supostas conspirações voltadas a dirigentes universitários, autoridades policiais e organizações, entre elas a Federação Judaica da região metropolitana de Detroit. Esse processo envolve outros acusados e outras condutas.
Em outro ponto do país nesta semana, a unidade de crimes de ódio da polícia de Nova York investigava suásticas em ônibus escolares judaicos no Brooklyn, informou o Jewish News em 3 de novembro. Os quatro veículos haviam sido vandalizados na véspera, em Williamsburg.



