Campanha de El-Sayed pagou a ativista acusada em caso de ameaças contra a comunidade judaica de Michigan

Mariam Odeh recebeu pagamentos salariais da campanha de Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos, antes de ser formalmente acusada em um caso que os procuradores descrevem como uma tentativa de aterrorizar a comunidade judaica de Michigan e autoridades da Universidade de Michigan.
Os pagamentos foram documentados em declarações financeiras noticiadas pelo The Detroit News. A campanha de El-Sayed confirmou que Odeh havia sido funcionária remunerada por hora e afirmou que ela não tinha mais qualquer vínculo com a equipe após 15 de abril.
Inicialmente, a campanha disse que ela havia trabalhado por duas semanas. Depois, corrigiu essa versão, informando que Odeh fora contratada em fevereiro e deixara a equipe em 15 de abril.
Comunidade judaica estava entre os alvos
Os procuradores federais identificaram a Federação Judaica da Região Metropolitana de Detroit entre os alvos da investigação mais ampla sobre ameaças, ao lado de autoridades universitárias, agentes da lei e empresas às quais eram atribuídas ligações com Israel.
O procurador federal Jerome Gorgon descreveu os atos como "tentativas de aterrorizar nossa comunidade judaica e autoridades públicas".
Segundo os procuradores, os acusados recorreram a ameaças, vandalismo e intimidação coordenada para pressionar seus alvos a romper as ligações que lhes atribuíam com Israel. O Departamento de Justiça afirmou que fotografias dos ataques foram publicadas na internet acompanhadas de novos avisos, estendendo a intimidação para além das vítimas diretas, a outras pessoas que apoiavam Israel.
Declarações registraram dois pagamentos salariais
As declarações financeiras citadas pelo The Detroit News mostravam que Odeh recebeu 154 dólares em 3 de março e 593 dólares em 13 de março. Os dois pagamentos, que somavam 747 dólares, foram registrados como despesas salariais.
O documento de acusação identifica Odeh como presidente da organização Students Allied for Freedom and Equality, conhecida pela sigla SAFE. Ela foi acusada de um crime de conspiração para transmitir ameaças no âmbito do comércio interestadual e exterior.
A acusação prevê pena máxima de cinco anos de prisão em caso de condenação. O documento apresenta acusações, e os réus são presumidos inocentes até que sua culpa seja comprovada.
Campanha corrigiu versão sobre o período de trabalho
A porta-voz da campanha, Roxie Richner, disse ao The Detroit News que um erro na análise dos registros de pessoal havia levado à declaração inicial de que Odeh trabalhara por apenas duas semanas.
Segundo a versão corrigida, o vínculo durou de fevereiro a 15 de abril. Richner também afirmou que um pagamento pendente por horas já trabalhadas foi feito em maio e apareceria na próxima declaração da campanha à Comissão Eleitoral Federal.
Número de acusados chega a doze
Odeh estava entre os oito acusados citados no documento original, anunciado em junho. Os procuradores acrescentaram outros quatro nomes em 30 de outubro, elevando o total a doze.
De acordo com o Departamento de Justiça, o caso ampliado trata de ameaças contra a Federação Judaica, dirigentes universitários, um tenente da polícia da universidade, um estudante e duas empresas às quais eram atribuídas ligações com Israel.



