Merz: Alemanha vai enfrentar quem questionar o direito de Israel de existir

Em mensagem pelos três anos do massacre do Hamas, o chanceler Friedrich Merz disse que a Alemanha está firmemente ao lado de Israel, condenou o ataque de 7 de outubro e expressou esperança de paz entre israelenses e palestinos, segundo a Kan.
O chanceler alemão Friedrich Merz marcou o terceiro aniversário do massacre de 7 de outubro com a promessa de que a Alemanha ficará firmemente ao lado de Israel e enfrentará quem questionar seu direito de existir. A mensagem, divulgada pela Kan nas primeiras horas de 7 de outubro, também condenou com firmeza o ataque do Hamas e expressou a esperança de que israelenses e palestinos possam um dia viver em paz e segurança.
O que Merz disse
Segundo a Kan, Merz afirmou que a Alemanha está firmemente ao lado de Israel e se oporá a qualquer um que conteste seu direito de existir. Ele condenou em termos duros o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023 e disse esperar um futuro de paz e segurança para os dois povos, que segundo ele uma solução de dois Estados pode trazer.
A declaração é uma mensagem de solidariedade em um dia de lembrança. Não anuncia acordo novo, decisão sobre armas ou sanções.
A responsabilidade especial da Alemanha
Líderes alemães descrevem a segurança de Israel como parte da razão de Estado alemã desde que Angela Merkel usou a expressão no Knesset em 2008. Merz, que assumiu em 2025, repetiu esse compromisso, mas também recebeu críticas em Israel pelas restrições parciais do seu governo às exportações de armas durante a guerra de Gaza e por declarações duras sobre a situação humanitária.
Nesse contexto, a mensagem do aniversário é lida em Jerusalém como uma reafirmação da posição fundamental: sejam quais forem as divergências sobre a condução da guerra, a Alemanha não questiona a existência de Israel e se oporá a quem o fizer.
As duas metades da mensagem
As palavras de Merz combinam dois elementos que os amigos de Israel na Europa mantêm cada vez mais juntos: solidariedade com Israel e apoio a um futuro negociado com os palestinos. Para a maioria dos israelenses, o primeiro é o que importa em 7 de outubro, o dia em que o país chora os 1.200 assassinados e os 251 sequestrados. O segundo é uma posição alemã antiga, não uma proposta nova.
Por que importa
Declarações de líderes estrangeiros no aniversário são avaliadas em Israel à luz de dois anos em que muitos governos europeus suavizaram seu apoio à medida que a guerra avançava. A Alemanha permaneceu entre os mais firmes, e seu chanceler escolheu o aniversário para dizê-lo com clareza. A frase sobre enfrentar quem questiona o direito de Israel de existir mira as campanhas que, pela Europa, passaram de criticar a política israelense a negar a legitimidade de Israel, e essa é a parte da mensagem de que os israelenses vão se lembrar.



