Rede nacionalista tailandesa se une à campanha contra Israel e o Chabad em Phuket

A campanha conecta organizadores locais de Phuket ao veterano ativista político Sondhi Limthongkul e a seus aliados nacionais. Os líderes são conhecidos, mas ainda não está claro quem financia os protestos.
Um ato contra Israel marcado para 31 de outubro em Phuket reúne ativistas locais e uma rede política tailandesa de alcance nacional, após um dos líderes do protesto pedir a retirada das instituições do Chabad da Tailândia.
O encontro em Saphan Hin, na cidade de Phuket, estava programado das 16:00 às 22:00, no horário local. O veículo tailandês MGR Online informou que Sondhi Limthongkul e vários aliados políticos chegaram à ilha antes do evento.
Por trás da mobilização está uma coalizão cujas atividades conectam Phuket a manifestações anteriores em Bangkok. Sua campanha combina reclamações sobre empresas estrangeiras e o comportamento de turistas com discursos dirigidos contra israelenses e instituições religiosas judaicas.
Organizadores locais se integram a uma campanha nacional
Segundo o MGR Online, o Grupo de Proteção das Terras de Phuket, conhecido pela sigla PLPG, organiza o ato com o Reclaim Thailand, movimento cujo nome significa "Retomar a Tailândia", e cerca de 20 redes aliadas.
O líder do PLPG, Saichol Nuchet, tem promovido a campanha localmente. Krit Thepbamrung, representante do Reclaim Thailand, afirmou que os preparativos foram coordenados com a direção central do movimento, liderada por Sondhi, ex-dirigente da Aliança Popular pela Democracia, conhecida como o movimento dos Camisas Amarelas.
Entre os oradores anunciados estavam Pichit Chaimongkol, conhecido como "Tum KPT", e Akkarawut Kraisisombat, conhecido como "Tae Acheewa". O MGR Online informou que Sondhi viajou a Phuket com Pichit, Panthep Puapongphan e o advogado Nitithorn Lamlue, conhecido como "Nok Khao", acompanhados de suas equipes.
Vários desses mesmos nomes lideraram a manifestação de 10 de setembro em frente à embaixada de Israel em Bangkok. O Khaosod English identificou Sondhi, Panthep, Nitithorn e Pichit entre seus dirigentes. Naquele encontro, Sondhi anunciou planos para levar a campanha a diferentes regiões da Tailândia, incluindo Phuket.
Ataques ao Chabad vão além das reclamações sobre turistas
O discurso em torno do ato ultrapassou a exigência de que determinados visitantes cumpram a legislação tailandesa.
Segundo o The Phuket News, Saichol descreveu locais ligados ao Chabad como centros de arrecadação e fachadas de uma "rede israelense". Em uma publicação nas redes sociais em 29 de outubro, afirmou que eles "devem ser completamente erradicados e eliminados do nosso país".
O Chabad é um movimento religioso judaico que também atua junto às comunidades e na aproximação com o judaísmo. Pedir a retirada de suas instituições atinge a presença religiosa de uma comunidade, e não um turista específico acusado de cometer uma infração.
Também houve linguagem antijudaica na divulgação de um encontro anterior do PLPG. O The Phuket News informou que o grupo Thailand Stand with Palestine promoveu o evento de agosto com hashtags traduzidas como "Patong rejeita os judeus" e "Israel fora".
Os organizadores são conhecidos, mas a origem do dinheiro não
As reportagens públicas identificam as pessoas que coordenam os atos, mobilizam apoiadores e discursam no palco.
Nenhum orçamento do evento, lista de doadores ou registro de pagamentos referente à montagem do palco, aos equipamentos de som ou ao transporte foi divulgado publicamente.
A influência do Irã na Tailândia
A influência iraniana também chamou atenção.
Em uma análise publicada em setembro pelo Israel Hayom, Danny Citrinowicz argumentou que as antigas relações religiosas e educacionais do Irã na Tailândia ajudaram a ampliar a circulação de mensagens contra Israel.
Ele identificou o líder religioso xiita Syed Sulaiman Husaini e círculos ligados ao Irã como participantes da campanha pública mais ampla, enquanto descreveu Sondhi e os grupos locais como líderes dos principais protestos.
As conclusões oficiais não sustentam as acusações mais amplas
As acusações contra o Chabad motivaram investigações.
Segundo a cobertura local, uma atualização das autoridades provinciais de 30 de setembro informou que não foram encontradas irregularidades nas transações financeiras examinadas até aquela etapa.
Separadamente, as autoridades identificaram problemas no uso de partes do Chabad House em Patong, incluindo uma área de estacionamento utilizada como restaurante ou café e uma estrutura não autorizada no telhado. Outras verificações continuavam em andamento. Nenhuma das constatações sustentou as acusações financeiras dos organizadores.
A embaixada de Israel afirmou que leva a sério as reclamações sobre turistas e que forneceria orientações reforçando o respeito às leis e aos costumes tailandeses. A Associated Press informou que a embaixada também alertou contra apresentar incidentes individuais como representativos de todos os visitantes israelenses.



