Shin Bet e polícia dizem ter frustrado plano inspirado no Estado Islâmico contra soldados em Jerusalém

Autoridades israelenses afirmam que um morador de Umm al Fahm de 18 anos jurou lealdade ao Estado Islâmico e planejou atacar soldados perto da Cidade Velha de Jerusalém. Uma investigação conjunta levou à sua prisão.
Investigadores fizeram buscas na casa do suspeito e apreenderam material digital que, segundo eles, sustenta as acusações. O caso foi divulgado em 13 de outubro de 2026, após cerca de um mês de trabalho do Shin Bet e da unidade central de investigação do Distrito Costeiro da Polícia de Israel.
O que os investigadores alegam
O comunicado conjunto, noticiado pelo Israel Hayom e pelo Channel 14, descreve suspeitas de crimes contra a segurança, participação em organização terrorista e preparação de atentado. As autoridades alegam que o suspeito jurou lealdade ao EI e planejou, durante o ano anterior, atacar soldados na região da Cidade Velha.
O material digital integra as provas que os investigadores dizem ter reunido. O Israel News Pulse não conseguiu encontrar, de forma independente, informações sobre a data exata da prisão, uma data escolhida para o ataque, uma arma ou um plano operacional final. As alegações divulgadas permitem falar em ataque planejado, sem classificá-lo como iminente.
Declaração da promotoria precede a acusação formal
Israel Hayom e Walla informaram que uma declaração da promotoria foi apresentada em 13 de outubro, após a conclusão da investigação. O Jerusalem Post descreveu o suspeito como já formalmente acusado. Sem a peça de acusação, a situação processual precisa permanece indefinida; a versão mais restrita da cobertura em hebraico é que os promotores declararam a intenção de apresentar acusações.
No processo penal israelense, essa declaração pode embasar um pedido para manter um suspeito preso por um curto período após o fim da investigação, enquanto a acusação é preparada. A continuidade da prisão exige decisão judicial. A declaração, por si só, não fixa a lista final de acusações nem estabelece culpa.
Uma acusação formal, se apresentada, exporia ao tribunal as alegações da promotoria. Uma decisão sobre prisão trataria da custódia durante o andamento do processo. São etapas distintas, e o suspeito conserva a presunção de inocência enquanto não houver condenação.
O precedente de Hadera
A violência inspirada no EI já matou integrantes das forças de segurança israelenses. Em 27 de março de 2022, dois homens armados de Umm al Fahm assassinaram dois agentes da Polícia de Fronteira em Hadera. O EI reivindicou o ataque, e policiais mataram os agressores a tiros, informou a Reuters.
Aquele atentado explica a atenção das forças de segurança a um suposto juramento de lealdade à organização terrorista. Ele não liga o suspeito atual aos autores de Hadera nem comprova uma rede operacional comum. Cada investigação deve estabelecer a conduta e os contatos das pessoas envolvidas.
Por que a Cidade Velha segue como prioridade de segurança
A área reúne locais religiosos, acessos movimentados e presença regular de forças de segurança. Em outro caso, anunciado em 16 de março de 2025, a polícia e o Shin Bet disseram ter impedido um plano de ataque a tiros perto do Portão de Damasco durante o Ramadã, noticiou o Times of Israel.
Na investigação anterior, as autoridades divulgaram a compra de um fuzil e treinamento com ele. Esses detalhes pertencem ao caso de 2025 e não devem ser transferidos para as alegações atuais. Eles demonstram por que as provas operacionais de cada caso divulgado são importantes.
O novo caso volta a combinar a investigação de segurança do Shin Bet com buscas policiais e coleta de provas. As autoridades disseram que o trabalho conjunto busca identificar ameaças antes que um ataque possa ocorrer, levando depois as provas reunidas ao processo penal.



