Soldados israelenses começam a votar antes das eleições de 27 de outubro

Os soldados israelenses começaram a votar na quarta-feira, 21 de outubro, antes das eleições nacionais marcadas para o dia 27. Cerca de 850 locais de votação militares foram distribuídos para atender integrantes de bases, postos avançados e posições operacionais.
Segundo o Exército, aproximadamente um quarto desses locais é móvel. A estrutura busca atender militares em serviço regular e reservistas mobilizados, incluindo tropas em Gaza, no Líbano e na Síria. A votação deve continuar até o fechamento das urnas no dia da eleição, conforme as necessidades operacionais.
A abertura antecipada permite que os soldados participem enquanto permanecem em serviço. Depois, os votos seguem um circuito específico de coleta e verificação. A contagem cabe à Comissão Eleitoral Central, uma autoridade civil.
Locais móveis chegam às tropas
A cobertura anunciada pelo Exército vai do monte Hermon a Eilat e inclui posições além das fronteiras israelenses. Os locais móveis permitem levar a votação a militares cujas funções os mantêm longe do local civil ao qual estão vinculados.
O número aproximado de 850 descreve a rede prevista para todo o período de votação militar. Não corresponde à quantidade de soldados que já votaram. O anúncio também não informou a taxa de participação.
A coronel Vered Ben Yehuda, responsável pelas eleições no Exército, explicou que a missão é permitir o voto secreto durante atividades operacionais, inclusive em combate além da fronteira. Os procedimentos buscam compatibilizar o cumprimento das funções militares com a participação eleitoral.
Dois envelopes para um único voto
Segundo reportagem do Ynet, os soldados podem votar no local civil correspondente ao endereço registrado ou em um local militar, desde que votem apenas uma vez.
No local militar, a cédula da lista partidária escolhida é colocada em um envelope azul, atrás da divisória de votação. Esse envelope entra em outro branco, que contém os dados pessoais do militar.
Cada camada tem uma finalidade. O envelope externo permite verificar a habilitação do eleitor e evitar votos duplicados. O interno mantém a escolha política separada dos dados de identificação durante a contagem.
As informações pessoais servem, portanto, para conferir o direito de voto. Não é necessário escrever o nome do eleitor na própria cédula partidária.
A contagem passa à comissão
O Ynet informou que as urnas militares são transferidas trancadas à Comissão Eleitoral Central, no Knesset, em Jerusalém, sob a supervisão dos responsáveis eleitorais designados.
De acordo com a reportagem, a abertura das urnas e a contagem dos votos são feitas pela comissão sem participação do Exército. Os militares viabilizam a votação e o transporte das urnas fechadas; as autoridades eleitorais realizam a apuração.
Nosso guia explica como funciona a eleição do Knesset, do voto à distribuição de cadeiras e à formação do governo. A votação nacional será em 27 de outubro; a votação militar já começou.



