Ex-oficial afirma que pai de Ilhan Omar era um coronel somali temido

Uma testemunha anônima descreveu Nur Omar Mohamed como um comandante que causava medo. Reportagens anteriores já haviam identificado sua patente, mas traziam outra lembrança pessoal.
O New York Post publicou em 16 de outubro uma entrevista com um homem que descreveu como ex-oficial do Exército somali que serviu com o pai da deputada Ilhan Omar. O jornal preservou sua identidade porque, segundo informou, ele ainda vive na Somália e teme represálias. O relato trata da carreira militar de Mohamed décadas antes de Omar chegar ao Congresso.
Uma testemunha anônima e alegações específicas
O homem situou Mohamed no centro militar de Baidoa e o descreveu como um coronel cuja presença intimidava algumas pessoas ao redor. Também afirmou que Mohamed recebeu treinamento no Egito nos anos 1960 e ajudou a organizar tropas durante a guerra da Somália com a Etiópia em 1977 e 1978.
Essas novas lembranças dependem de uma única testemunha anônima. O Israel News Pulse não conseguiu encontrar de forma independente registros de serviço ou outras evidências que confirmem o relato de intimidação. O próprio Post reconheceu que não há provas de que Mohamed tenha cometido crimes de guerra.
A carreira militar foi noticiada em 2020
Em junho de 2020, o Sahan Journal já havia informado que Mohamed era um coronel que comandou um regimento naquela guerra. Sua fonte identificada, o ex-coronel Yusuf Ismail Faraton, disse conhecer Mohamed desde o início dos anos 1970. Faraton se lembrava dele como uma pessoa atenciosa e respeitosa.
O Sahan Journal mencionou formação militar na Rússia, diferente do treinamento no Egito descrito pela fonte do Post. As versões não são necessariamente excludentes, mas seria necessário um registro de serviço para conciliá-las. A cobertura anterior demonstra que a carreira militar havia sido divulgada publicamente anos antes das acusações mais recentes.
A guerra e o governo de Barre
O Exército somali serviu sob Siad Barre, que tomou o poder em 1969 e foi deposto em 1991. O histórico da Human Rights Watch descreve a invasão somali da região etíope de Ogaden em 1977 e sua derrota no ano seguinte. A organização também documentou separadamente repressão e ataques contra civis sob Barre durante os anos 1980.
Registros diplomáticos americanos da época oferecem mais contexto: em um memorando de 7 de março de 1978, o secretário de Estado Cyrus Vance defendeu pressionar Barre a se retirar. O documento trata do curso estratégico da guerra. Nem ele nem os antecedentes da Human Rights Watch citados aqui comprovam condutas individuais de Mohamed.
Respostas e a investigação atual
Omar anunciou a morte do pai por complicações da COVID-19 em 15 de junho de 2020, em um comunicado em seu site no Congresso. O Post disse que seus representantes não quiseram comentar a nova matéria. O Israel News Pulse não encontrou uma resposta pública posterior às alegações daquela testemunha.
A entrevista chega em meio ao escrutínio da busca realizada em 12 de outubro na casa de Omar em Washington. A CBS News informou que seu gabinete negou qualquer irregularidade. Em um comunicado oficial, Jamie Raskin, democrata do Comitê Judiciário da Câmara, criticou a busca como retaliação política e cobrou responsabilização. Essas posições se referem à investigação federal, não ao relato posterior do oficial.



