FDI testam detector de drones vestível que alerta soldados em movimento

Um kit de fabricação dinamarquesa que combina um detector preso ao colete e um bloqueador foi testado com forças de manobra das FDI em Gaza após uso por tropas ucranianas, informa o The Jerusalem Post.
A infantaria israelense pode em breve carregar seu próprio alerta antecipado contra drones pequenos. O The Jerusalem Post informou em 6 de outubro que um kit vestível antidrone foi testado operacionalmente com forças de manobra das FDI em Gaza, depois do uso por tropas ucranianas e de testes em um exercício do Exército dos EUA na Alemanha.
Por que os soldados precisam dele
Pequenos drones comerciais carregando granadas ou explosivos se tornaram uma das armas mais letais da guerra na Ucrânia, e o Hamas e o Hezbollah os usaram contra soldados e civis israelenses. Até agora, a maior parte do equipamento antidrone das FDI ficava montada em veículos ou posições fixas. Um grupo de combate avançando a pé em área urbana muitas vezes não tinha aviso até o drone estar em cima.
Colocar um detector no colete do soldado muda isso. O alerta viaja com a tropa em vez de ficar para trás com os veículos.
O que o kit faz
O sistema citado na reportagem é fabricado pela MyDefence, empresa dinamarquesa. Seu Soldier Kit combina o detector Wingman, que escuta passivamente os sinais de rádio usados por drones, com o bloqueador Pitbull, que interfere nesses sinais depois que a ameaça é identificada. O bloqueador pode ser acionado manual ou automaticamente.
O kit pode compartilhar seus alertas pelo ATAK, a plataforma de mapas táticos usada por muitos exércitos ocidentais, de modo que um aviso captado por um soldado aparece nas telas das tropas e dos comandantes próximos. O fabricante também cita radiogoniometria e atualizações de software para novos tipos de drone.
Detectar não é derrubar
Um detector diz ao soldado que há um drone por perto. Um bloqueador tenta cortar a ligação com o operador. Nenhum garante que o drone seja detido: alguns voam rotas pré-programadas ou usam cabos de fibra óptica que não podem ser bloqueados, e o alcance de detecção depende muito do terreno e do ambiente de rádio. Os números do próprio fabricante trazem essa ressalva.
O kit também precisa funcionar ao lado dos drones e rádios das FDI sem interferir neles, e caber em uma carga de colete balístico, munição e água que a infantaria já tem dificuldade de carregar. Peso, duração da bateria e clareza dos alertas importam tanto quanto os números de detecção.
Para onde isso vai
O teste em Gaza mostra que as FDI examinam a proteção contra drones no nível do soldado individual, não só da brigada. A reportagem não traz resultados, números de compra nem cronograma de distribuição mais ampla, e um teste de campo não é uma decisão de equipar todas as unidades.
A própria indústria de defesa de Israel trabalha no mesmo problema, com Rafael, Elbit e empresas menores oferecendo sistemas portáteis de detecção e interceptação. Comprem as FDI o kit dinamarquês, um local ou ambos, a direção é clara: o alerta de drones está chegando ao soldado de infantaria.



