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Palestinos

Facções palestinas discutem adiar a eleição legislativa de novembro, ainda sem decreto

Ilustração de uma urna fechada com abertura estreita e uma cédula sem marcações apoiada ao lado sobre fundo claro.
Eleição legislativa palestina Aviso

Facções palestinas reunidas no Cairo discutiram adiar a eleição do Conselho Legislativo marcada para 28 de novembro; um dirigente da Jihad Islâmica diz que houve entendimento para o adiamento, enquanto o Fatah afirma que o diálogo continua e que nenhum decreto foi emitido.

Facções palestinas em negociações no Cairo discutiram adiar a eleição legislativa marcada para 28 de novembro de 2026, mas até quinta-feira, 8 de outubro, nenhuma decisão formal de adiamento havia sido publicada. Mohammed al-Hindi, alto dirigente da Jihad Islâmica Palestina, disse à agência AP que as conversas no Cairo resultaram em um entendimento para adiar a votação. O porta-voz do Fatah, Abdel Fattah Dolah, descreveu um diálogo ainda em andamento e não confirmou que uma decisão final tenha sido tomada.

O site de notícias palestino SadaNews, citando fontes palestinas não identificadas, relatou um acordo preliminar entre as facções e disse que uma decisão presidencial é esperada mais adiante.

A votação no calendário

A eleição em questão é para o Conselho Legislativo Palestino, o Parlamento da Autoridade Palestina. Não se trata de eleição presidencial, de eleição para o Conselho Nacional Palestino nem de eleições municipais. Segundo a Comissão Eleitoral Central, um decreto presidencial emitido em 9 de julho marcou a votação legislativa para 28 de novembro de 2026.

Os palestinos elegeram um Conselho Legislativo pela última vez em janeiro de 2006, numa eleição vencida pelo Hamas. A divisão que se seguiu e a tomada violenta de Gaza pelo Hamas em 2007 paralisaram o Conselho, e em dezembro de 2018 o Tribunal Constitucional palestino ordenou sua dissolução. Desde então, Abbas governa por decreto presidencial. Em 2021, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, convocou novas eleições e as adiou por tempo indeterminado poucas semanas antes do dia da votação.

Negociações, não uma decisão

Pelo calendário atual, só um novo decreto presidencial pode mudar a data, e nenhum foi divulgado. O que existe até agora são declarações de dirigentes das facções sobre o rumo das conversas no Cairo, e elas divergem sobre o quanto avançaram: a Jihad Islâmica fala em entendimento, enquanto o Fatah, o movimento que comanda a Autoridade Palestina, descreve conversas ainda em curso.

Outras versões que circulam sobre uma nova data definida ou uma duração fixa para o adiamento não foram confirmadas por nenhuma decisão publicada.

Por que importa para Israel

Para Israel, a questão central que paira sobre qualquer votação palestina é o lugar do Hamas, a organização terrorista que venceu a última eleição legislativa e depois executou o ataque de 7 de outubro, no qual cerca de 1.200 pessoas foram assassinadas e 251 sequestradas. Se o movimento participaria de uma nova eleição, e em que termos, marcou cada tentativa de realizá-la.

Próximos passos

Se as facções chegarem a um acordo sobre o adiamento, a decisão caberá a Abbas, que convocou a votação em julho. Até que um decreto seja emitido, o calendário da Comissão Eleitoral Central para 28 de novembro continua sendo o oficial. Um segundo adiamento em cinco anos prolongaria um período em que os palestinos das áreas da Autoridade Palestina ficaram sem um Parlamento eleito em funcionamento durante a maior parte de duas décadas.

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