Arábia Saudita reforça a segurança em torno do príncipe herdeiro com estoques de mísseis interceptadores em baixa

A segurança em torno do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman foi reforçada em meio à escalada com os houthis. Ele se desloca entre palácios fortificados equipados com bunkers, acompanhado por seguranças especialmente selecionados.
Vários relatos mencionam esses fatos, além de outro: os estoques de mísseis interceptadores da Arábia Saudita estão baixos, o que torna cada vez mais difícil proteger as instalações de energia.
A segurança em torno do príncipe herdeiro
Os relatos descrevem um cerco protetor mais fechado em torno de Mohammed bin Salman, governante de fato do reino. Ele se desloca entre palácios fortificados equipados com bunkers, e seus seguranças foram especialmente selecionados. Baterias de defesa aérea teriam sido remanejadas para proteger palácios reais e infraestruturas energéticas essenciais.
Estoques de mísseis interceptadores em baixa
Os sucessivos ataques dos houthis com mísseis e drones reduziram o estoque de interceptadores do reino, segundo os relatos. Eles afirmam que Riad pediu ajuda militar ao Paquistão e a outros países amigos e tenta obter mais sistemas de defesa aérea no exterior. Proteger uma ampla rede de instalações de petróleo e gás com um suprimento limitado de interceptadores impõe escolhas difíceis sobre o que proteger primeiro.
Instalações de energia na linha de fogo
Os houthis reivindicaram um ataque com mísseis e drones a uma instalação da Aramco em Riad em 3 de outubro, enquanto a coalizão liderada pela Arábia Saudita classificou a reivindicação como enganosa. No fim de setembro, o grupo reivindicou ataques a instalações da Aramco em Yanbu, e a Arábia Saudita disse ter interceptado seis mísseis balísticos disparados contra Taif e Yanbu. O oleoduto Leste-Oeste, principal rota alternativa de exportação do reino, também teria sido alvo.
Uma semana de ataques a aeroportos
A pressão chegou à infraestrutura civil. O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, foi atingido várias vezes em uma semana, e as autoridades de aviação sauditas disseram que 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas em 10 de outubro, como noticiado anteriormente. Relatos posteriores elevaram o número de mortos para 13 após a morte de um dos feridos. Imagens do momento do ataque foram publicadas no dia seguinte.
Como a escalada chegou a este ponto
A frágil trégua no Iêmen entrou em colapso em julho, e os combates se intensificaram desde então. Em meados de setembro, os houthis tomaram a cidade portuária de Mocha e ilhas estratégicas no estreito de Bab el-Mandeb. A Arábia Saudita conduz uma campanha aérea em apoio às forças do governo iemenita, e os houthis declararam o espaço aéreo saudita zona militar, exceto sobre Meca e Medina. O presidente Donald Trump disse que Washington avalia se vai aderir à ofensiva saudita, e essa decisão ainda está em aberto.



