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Israel News Pulse

Antissemitismo

Skyler AJ Rose acusou Israel de abrigar pedófilos. Promotores dizem que ele tinha centenas de imagens de abuso infantil, fabricou bombas e planejava explodir uma sinagoga

Composição editorial com documentos do processo federal contra Skyler AJ Rose e fotografias de provas reproduzidas no pedido de prisão preventiva.
Processo judicial federal contra Rose Aviso

Documentos judiciais descrevem ameaças antissemitas, seis bombas caseiras funcionais e buscas por uma sinagoga próxima, além de centenas de imagens de abuso sexual infantil que investigadores afirmam ter encontrado no celular dele.

Skyler AJ Rose acusou Israel de abrigar pedófilos em uma série de ataques nas redes sociais que também ameaçava judeus, segundo promotores federais dos Estados Unidos. Ao examinar o próprio celular dele, investigadores encontraram depois centenas de imagens e capturas de tela de abuso sexual infantil. As autoridades afirmam que, na casa dele, apreenderam seis bombas caseiras de tubo funcionais e dois rifles.

O morador de Ogden, em Utah, de 22 anos, foi acusado em 21 de outubro de 2026 de cinco crimes federais, incluindo recebimento e posse de material de abuso sexual infantil e tentativa de crime de ódio. O Departamento de Justiça descreveu um suposto plano para atacar uma sinagoga. As ameaças, a busca na residência e a prisão ocorreram em dezembro de 2025, não nesta semana.

Tomamos conhecimento deste caso por meio da publicação de Eitan Fischberger incorporada abaixo. Nossa reportagem se baseia na acusação federal, no pedido de prisão preventiva da promotoria e no comunicado do Departamento de Justiça.

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Acusações sobre pedófilos ao lado de ameaças contra judeus

O pedido de prisão preventiva reproduz várias publicações atribuídas a Rose em 23 de dezembro de 2025. Em uma delas, ele acusava Israel de abrigar pedófilos e traficar crianças, antes de ameaçar judeus de morte. Outras combinavam apelos pela destruição de Israel com ameaças explícitas de assassinar pessoas judias. Uma elogiava Hitler; em outra, o autor se descrevia como terrorista doméstico.

“Quero explodir uma sinagoga”, dizia uma das publicações, em tradução do inglês. A contradição central do caso aparece nos próprios documentos da promotoria: o homem acusado de citar o abuso sexual de crianças em ameaças antissemitas responde agora por receber e possuir imagens desses abusos.

Da conta na internet às seis bombas caseiras

Os investigadores rastrearam as publicações até um endereço IP associado à residência de Rose. O FBI pediu à polícia de Ogden que fosse ao local. Segundo o pedido de prisão, a mãe dele confirmou que ele utilizava a conta e permitiu a entrada dos policiais em 23 de dezembro de 2025.

Os agentes viram possíveis bombas de tubo no quarto dele. As autoridades evacuaram a casa e imóveis vizinhos enquanto o perigo era neutralizado. Uma busca posterior, autorizada por um mandado da Justiça estadual, resultou na apreensão de seis bombas, um dispositivo inerte, outros materiais para a fabricação de explosivos, dois rifles, carregadores, munição e um celular Samsung.

Colagem das páginas 1, 3, 4 e 5 do pedido de prisão preventiva, com o nome de Rose, ameaças citadas, fotos de provas e a alegação sobre imagens de abuso infantil.
Trechos do pedido de prisão preventiva apresentado em 21 de outubro de 2026 no processo Estados Unidos contra Skyler AJ Rose, número 1:26-cr-00068-JNP. O documento contém alegações da promotoria, não uma decisão de culpa. Fonte: Departamento de Justiça dos EUA.

A promotoria afirma que Rose projetou e fabricou bombas caseiras enquanto morava com outros familiares. As armas e os explosivos, somados às ameaças e às buscas por uma sinagoga, sustentam o argumento dos promotores de que ele representava perigo para a comunidade.

Uma sinagoga próxima e centenas de imagens no celular

Após obter um mandado federal para examinar o celular, investigadores encontraram buscas por uma sinagoga de Ogden feitas em novembro de 2025. Segundo o documento, o aparelho também havia sido usado para localizar no Google Maps uma sinagoga específica a cerca de três milhas, aproximadamente 4,8 quilômetros, da casa de Rose.

O mesmo exame revelou centenas de imagens armazenadas em cache e capturas de tela de abuso sexual infantil, dizem os promotores. Os arquivos estavam no telefone apreendido.

Os cinco itens da acusação abrangem recebimento e posse de material de abuso sexual infantil, posse de um artefato destrutivo não registrado, ameaça com explosivos contra pessoas e patrimônio e tentativa de crime de ódio. O último atribui a Rose uma tentativa de causar lesões com um explosivo em razão de características protegidas das vítimas, incluindo a religião.

A comunidade da sinagoga pediu que ele continuasse preso

Os promotores informaram ao tribunal que a sinagoga havia solicitado a prisão de Rose e que seus membros temiam o que ele poderia tentar caso fosse solto. A promotoria argumentou que condições impostas à liberdade não protegeriam adequadamente a comunidade.

O pedido de prisão também descreve um processo anterior em Utah por um disparo feito com uma espingarda artesanal em local público. Segundo o documento, Rose apresentou uma declaração de não contestação das acusações e aderiu a um acordo que suspendia a conclusão do processo por 18 meses. A promotoria afirma que os fatos de dezembro ocorreram enquanto esse acordo estava em vigor.

O documento é um pedido do governo para manter Rose preso antes do julgamento, não uma sentença nem uma ordem judicial de prisão. Ele é presumido inocente enquanto sua culpa não for comprovada.

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