Manifestantes pró-palestinos gritam “Yalla, yalla, intifada” em bairro de Bruxelas com grande comunidade judaica

Manifestantes pró-palestinos que gritavam em árabe “Yalla, yalla, intifada” marcharam por Uccle, bairro de Bruxelas onde vive uma grande comunidade judaica, antes de seguir em direção à embaixada de Israel.
O que os manifestantes gritaram
Os manifestantes gritavam em árabe: “Yalla, yalla, intifada”. “Yalla” é uma palavra árabe que significa “vamos”, e “intifada” significa “levante”.
Os manifestantes percorreram Uccle, um dos 19 municípios da Região de Bruxelas-Capital.
O que a intifada significa para os israelenses
“Intifada” é a palavra árabe para “levante”. É o nome dado a dois grandes períodos de violência e agitação palestina contra Israel e, mais tarde, a ondas menores de ataques. Para muitos israelenses, a palavra não é um slogan abstrato. Ela traz à memória ônibus explodidos, tiroteios e esfaqueamentos, e muitos deles ouvem um grito que pede uma intifada como um chamado para que essa violência volte.
A Primeira Intifada, de 1987 a 1993
A Primeira Intifada começou em dezembro de 1987 na Faixa de Gaza e se espalhou para a Cisjordânia. Ela incluiu tumultos, apedrejamentos, coquetéis molotov, greves e esfaqueamentos, e soldados e civis israelenses estiveram entre as vítimas. O Hamas foi fundado nesse período. Mais de 150 israelenses foram mortos antes que o levante perdesse força, por volta da época dos Acordos de Oslo, em 1993.
A Segunda Intifada, de 2000 a 2005
A Segunda Intifada começou no fim de setembro de 2000 e durou até cerca de 2005. Foi muito mais mortal para os israelenses. Terroristas palestinos realizaram bem mais de 100 atentados suicidas em ônibus e em cafés, restaurantes, mercados e hotéis, além de tiroteios e outros ataques. Cerca de 1.000 israelenses foram mortos, a maioria civis, e milhares de outros ficaram feridos.
Entre os ataques mais mortais estiveram o atentado de 2001 em frente à boate Dolphinarium, em Tel Aviv, que matou 21 pessoas, a maioria adolescentes; o atentado de 2001 contra o restaurante Sbarro, em Jerusalém, que matou 15; e o atentado de março de 2002 durante um sêder de Pessach no Park Hotel, em Netanya, que matou 30.
Israel respondeu com a Operação Escudo Defensivo, em 2002, e começou a construir a barreira de segurança na Cisjordânia. Guardas armados nas entradas de cafés, shoppings e rodoviárias passaram a fazer parte da rotina diária.
Ondas de ataques posteriores
O termo também tem sido usado para ondas de violência posteriores. Do fim de 2015 até 2016, uma onda de esfaqueamentos, atropelamentos e tiroteios, às vezes chamada de “intifada das facas”, matou dezenas de israelenses.
Um bairro com uma grande comunidade judaica
Uccle é um bairro de Bruxelas onde vive uma grande comunidade judaica. Os manifestantes entoaram o slogan enquanto marchavam pelo bairro, antes de seguir em direção à embaixada de Israel.
A comunidade judaica da Bélgica já foi alvo de violência antissemita no passado. Em maio de 2014, um atirador matou quatro pessoas no Museu Judaico da Bélgica, em Bruxelas.
O que não se sabe
O Israel News Pulse não conseguiu encontrar de forma independente informações sobre quantas pessoas participaram da marcha, quem a organizou nem se a polícia ou as autoridades locais reagiram aos gritos.
Mais detalhes devem vir dos organizadores, das autoridades de Bruxelas e de líderes da comunidade judaica na Bélgica.



