Candidato do Partido Verde de Wisconsin é preso após confronto em Mequon

O candidato ao Congresso reconheceu que poderia ter escolhido outras palavras. A prisão não é condenação e o último relato local ainda não registrava acusação formal.
Matthew Arndt, candidato do Partido Verde ao Congresso por Wisconsin, foi preso em Mequon em 8 de outubro após um confronto no trânsito investigado como perturbação da ordem com possível agravante de crime de ódio. Relatos locais disseram que, até 9 de outubro, não havia acusação formal nem encaminhamento ao promotor do condado.
Arndt, de 54 anos, disputava a Câmara dos Representantes pelo sexto distrito de Wisconsin. Um vídeo mostrou o candidato gritando sobre Israel e identificando-se como concorrente ao Congresso. O episódio provocou condenação da Federação Judaica de Milwaukee e resposta do partido.
A polícia e o vídeo
A polícia disse que o episódio começou por volta das 8h50 com alegações de direção perigosa e gestos obscenos. Ambos os motoristas entraram em um estacionamento, onde, segundo a polícia, Arndt usou palavrões e fez declarações sobre Israel. A cobertura local relatou que a polícia classificou o incidente como antissemita.
O vídeo registrou denúncias contra Israel, palavrões e uma defesa de Palestina livre. Essas falas são parte do registro, mas o relatório policial completo, câmeras corporais e uma gravação sem edição não estavam disponíveis no material examinado.
O outro motorista e seu filho são particulares. Nomes e detalhes que permitam identificá-los não são necessários para explicar a prisão. A localização pertinente é Mequon, sem descrição capaz de identificar a família.
A resposta de Arndt
Arndt disse que o vídeo não mostrava todo o contexto e alegou que o outro motorista o seguiu até o estacionamento. Admitiu que poderia ter escolhido palavras melhores, mas manteve sua posição sobre Israel.
Distinguiu a hostilidade a Israel e aos sionistas da hostilidade contra pessoas. Essa é sua explicação, não uma conclusão jurídica sobre o motivo. A suspeita policial e a negativa do candidato integram o relato.
O partido e a situação legal
O Partido Verde de Wisconsin reafirmou apoio aos direitos palestinos, mas disse que gritar palavrões em um estacionamento não ajudava a causa. Informou que aguardaria o relatório policial. A Federação Judaica de Milwaukee condenou a conduta como odiosa e intimidatória.
O agravante de crime de ódio diz respeito à motivação alegada junto a uma infração principal. Não é, sozinho, uma condenação nem uma conclusão independente de que houve crime de ódio. Cabe à promotoria decidir se apresenta o caso e o que a prova sustenta.
O último relato local de 9 de outubro descrevia prisão sem acusação formal. O caso permanecia na investigação, embora as falas gravadas e a candidatura lhe conferissem interesse público. Uma decisão posterior da promotoria seria um novo desenvolvimento.



