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Israel

Liberman acusa Eisenkot de buscar governo com Netanyahu, e Gantz reage

Um plenário parlamentar vazio tem fileiras curvas de cadeiras, iluminação quente e uma tribuna central entre paredes altas e claras.
Liberman, Eisenkot e Gantz Aviso

A onze dias da eleição em Israel, uma disputa na oposição coloca os possíveis parceiros de governo no centro da campanha.

Avigdor Liberman acusou Gadi Eisenkot, em 16 de outubro, de se preparar para integrar um governo com Benjamin Netanyahu, abrindo uma disputa pública na oposição israelense antes da eleição de 27 de outubro. Eisenkot já descartou essa parceria. Benny Gantz entrou em sua defesa, ampliando o debate sobre futuras coalizões para os históricos políticos e militares dos três líderes.

Liberman questiona a estratégia eleitoral

O líder do Israel Beitenu argumenta que o Yashar, partido de Eisenkot, disputa votos que já estão no campo da oposição, em vez de ampliar seu apoio total. Segundo Liberman, essa estratégia contraria entendimentos alcançados pelos dirigentes oposicionistas em 26 de setembro e apontaria para um futuro governo com o Likud, de Netanyahu.

Ao chamar Eisenkot de “Gantz 2”, Liberman evocou um governo de unidade anterior, sem apresentar um novo acordo de coalizão. Também criticou a posição de Eisenkot sobre o recrutamento de homens ultraortodoxos, tema central da campanha sobre o serviço militar e o peso suportado por quem já serve.

O Jerusalem Post publicou uma mensagem dirigida a ativistas que os incentivava a fazer do Yashar o maior partido. Essa ambição diz respeito ao tamanho de uma bancada. Sozinha, não define quais outras legendas aceitariam integrar o governo.

Eisenkot apresenta outro objetivo

Eisenkot rejeitou publicamente entrar em um governo com Netanyahu. Na resposta de 16 de outubro, não mencionou Liberman, mas pediu que seus apoiadores ignorassem manobras políticas e se concentrassem em substituir a liderança que estava no poder durante o ataque de 7 de outubro de 2023.

Ele definiu seu objetivo como conquistar mais de 61 cadeiras para um bloco de governo sionista. Trata-se de uma meta, não de um resultado eleitoral nem de uma coalizão já acordada. Eisenkot também descartou governar com a direção da Lista Conjunta, impondo mais um limite aos parceiros possíveis.

Por que Gantz entrou na discussão

Gantz, líder do Azul e Branco e ex-ministro da Defesa, defendeu a contribuição militar de Eisenkot e atacou as críticas de Liberman. Tanto Gantz quanto Eisenkot foram chefes do Estado-Maior das Forças Armadas.

O precedente citado por Liberman existiu, mas é importante acertar a data: Gantz entrou em um governo de unidade com Netanyahu em 2020. Esse episódio explica o peso da acusação na campanha atual, mas não prova que Eisenkot tenha negociado um acordo semelhante.

Maior partido não significa maioria para governar

Israel elege um Knesset de 120 integrantes. Sessenta e uma cadeiras constituem maioria absoluta, mas chegar em primeiro lugar não dá automaticamente a um líder partidário um governo nem a primeira missão de formá-lo. A capacidade de reunir apoio parlamentar continua sendo decisiva.

Liberman acrescentou restrições em 15 de outubro, rejeitando até mesmo um governo minoritário temporário e descartando governar com Netanyahu, partidos árabes ou partidos ultraortodoxos. Essas condições públicas reduzem as combinações que ele aceitaria apoiar. A onze dias da votação, o confronto revela estratégias de coalizão concorrentes, não um acordo confirmado para dividir o poder.

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