Israel encerra função consular do consulado britânico em Jerusalém e Londres mantém missão reduzida

O chanceler Gideon Saar anunciou entendimentos com o Reino Unido após uma disputa sobre a proibição britânica a produtos da Judeia e Samaria. Londres confirma uma missão menor e uma pausa condicional nas retaliações.
Israel e o Reino Unido chegaram a entendimentos que encerram a função consular do Consulado Geral britânico em Jerusalém e reduzem sua equipe, anunciou o chanceler israelense, Gideon Saar, na quinta-feira, 8 de outubro. Londres afirma que o prédio continuará aberto com um novo nome, “UK Mission, Jerusalem” (Missão do Reino Unido em Jerusalém), e uma equipe reduzida.
Segundo Saar, os entendimentos foram alcançados na noite anterior. Eles tratam do consulado, da participação britânica no Centro Internacional de Apoio a Gaza, de proibições de entrada a cidadãos britânicos, do treinamento britânico de pessoal de segurança da Autoridade Palestina e das condições para a continuidade do diálogo entre os dois governos.
Uma missão menor, não um fechamento
Saar disse que o prédio deixará de funcionar como consulado. Segundo o anúncio, o cônsul-geral e outros 19 diplomatas vão sair, e sete permanecerão com funções limitadas.
O lado britânico descreve o mesmo resultado em outros termos. A Reuters informou que o chanceler britânico, Ed Miliband, disse que a Missão do Reino Unido continuará atendendo os palestinos e que o Reino Unido vai reconstruir sua presença. Reportagens, com base em declarações dos dois governos, descrevem a continuidade das operações britânicas no prédio de Jerusalém em formato reduzido, e não um fechamento total. A JNS informou ainda que a placa do consulado foi retirada.
O Reino Unido confirmou a retirada de funcionários, mas não confirmou publicamente os números exatos citados por Saar.
Centro de Gaza, proibições de entrada e treinamento da AP
Saar listou outras três medidas. Os representantes britânicos serão retirados do Centro Internacional de Apoio a Gaza em Kiryat Gat, no sul de Israel. A atividade britânica de treinamento de pessoal de segurança da Autoridade Palestina será encerrada. E 12 políticos eleitos britânicos, além de outros cidadãos britânicos, estão proibidos de entrar em Israel.
Saar apresentou acusações contra as pessoas barradas como as razões do governo para excluí-las; não se trata de conclusões de nenhum tribunal. Os nomes dos barrados e os instrumentos legais usados não foram divulgados, e o Reino Unido não confirmou publicamente as medidas sobre Kiryat Gat e o treinamento.
Uma disputa que começou com uma proibição de importações
Segundo a JNS, o confronto em torno do consulado veio depois da proibição britânica, em 8 de setembro, à importação de produtos de comunidades israelenses na Judeia e Samaria. Agora os dois governos apresentam um ponto em comum: as conversas vão continuar. Saar disse que o diálogo seguirá sem contramedidas britânicas contra as decisões de Israel. Londres formula isso de modo mais restrito: segundo a Reuters, a pausa britânica nas medidas recíprocas vale apenas enquanto continuarem discussões críveis.
O caso Fairford
Saar também afirmou que Israel forneceu ao Reino Unido informações importantes relacionadas à investigação sobre o suposto complô na base RAF Fairford. Ele não descreveu as informações, e o Reino Unido não confirmou seu conteúdo. A menção não estabelece quem foi responsável pelo suposto complô.
Os próximos passos dependem das conversas. Nenhum texto bilateral assinado foi publicado, e as datas exatas em que as medidas sobre Kiryat Gat e o treinamento entram em vigor não foram anunciadas.



