«Mata-os um a um»: compilação de mesquita de Detroit destaca orações pela morte e financiamento federal

O Middle East Forum publicou uma compilação de 44 clipes que, segundo a organização, documentam orações violentas e retórica extremista no Centro Islâmico de Detroit, incluindo pedidos repetidos pela morte de pessoas. O relatório que acompanha o vídeo também afirma que a instituição recebeu mais de US$ 45 milhões em financiamento federal desde 2017, um total cujos registros ainda não foram conciliados de forma independente.
O vídeo circulou em 21 de outubro depois de Eitan Fischberger compartilhá-lo no X, destacando uma oração traduzida na compilação como: «Ó Alá, conta-os, mata-os um a um e não deixes nenhum deles».
Esta publicação do X aparece depois de autorizar conteúdo incorporado.
Assista ao vídeo no XPublicado em 21.10.2026Fischberger também chamou a atenção para a ligação da mesquita com Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos por Michigan. O Washington Free Beacon havia informado que El-Sayed participa de orações no local durante suas viagens, citando uma fonte anônima familiarizada com sua presença.
Gravações reunidas ao longo de três anos
O Middle East Forum afirma que os trechos vêm de gravações publicadas por responsáveis pela mesquita nos últimos três anos. Seu relatório, datado de 20 de outubro, descreve sermões, palestras e orações, principalmente em árabe, com pedidos de morte e apoio a combatentes jihadistas.
A organização diz que a compilação representa uma seleção de mais de 400 exemplos reunidos. Esses números são conclusões do próprio Forum; 44 clipes não devem ser interpretados como 44 oradores diferentes ou sermões separados.
No exemplo inicial identificado na pesquisa fornecida, as legendas mencionam Benjamin Netanyahu, seus soldados e seus aliados antes da oração que pede a Deus que os mate. A formulação é uma oração pela morte dessas pessoas. Tanto sua forma quanto os alvos expressamente citados importam para descrever a passagem com precisão.
As traduções são as fornecidas pelo responsável pela publicação da compilação. A pesquisa que acompanha este artigo não autenticou de forma independente cada trecho em comparação com a gravação original completa nem apresentou uma transcrição independente em árabe.
O financiamento por trás do valor divulgado
O Forum atribui a maior parte da alegada ajuda federal a programas do Departamento de Agricultura administrados por meio de Michigan, com valores menores dos departamentos de Segurança Interna e de Saúde e Serviços Humanos.
A organização destaca um registro de aproximadamente US$ 31 milhões relacionado a um repasse do Departamento de Agricultura administrado por Michigan. O total deve continuar atribuído ao Forum: a pesquisa fornecida para este artigo identificou registros repetidos de subvenções repassadas e não comprovou pagamentos efetivos, sem duplicidades, superiores a US$ 45 milhões.
Um documento oficial de Michigan registra, de forma independente, pagamentos significativos ao centro. Um relatório de janeiro de 2021 do Gabinete do Auditor-Geral estadual inclui uma relação de despesas não auditada que aponta US$ 6.513.819 pagos ao Centro Islâmico de Detroit por refeições e despesas administrativas entre 10 de março e 31 de agosto de 2020. Esse valor não pode simplesmente ser somado às outras cifras de financiamento, pois os registros podem se sobrepor.
A documentação de financiamento se refere a programas de serviços. Ela não comprova que dinheiro público tenha financiado os sermões.
A ligação de El-Sayed com o centro
A reportagem do Free Beacon de 29 de setembro descrevia a presença de El-Sayed e citava participações anteriores dele como palestrante no centro. A afirmação sobre sua participação nas orações dependia de uma fonte anônima. Essas ligações não comprovam que ele estivesse presente nas gravações incluídas na compilação nem que endossasse seu conteúdo.
A compilação leva as palavras gravadas dos oradores a um público mais amplo. Estabelecer a resposta institucional completa e uma contabilidade precisa dos recursos públicos exige respostas que vão além do vídeo editado.



